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Servidores públicos de Erechim podem entrar em greve na próxima semana

Funcionalismo quer pagamento de auxilio transporte em atraso

Por: Cristiane Rhoden
Fotos: Cristine Rhoden/Andre Medeiros
greve servidores Erechim 1

Os servidores públicos de Erechim podem entrar em greve na próxima sexta-feira, 20, caso a Administração Municipal não pague os dois meses de auxílio transporte que estão atrasados. A decisão da categoria foi anunciada pelo Sindicato dos Municipários de Erechim – SIME, após uma manifestação ocorrida na manhã desta quarta-feira,11, em frente a Prefeitura.

Segundo o presidente do SIME, Vianei Robinson Mueller, alguns servidores não tem mais como trabalhar em razão do não pagamento do benefício. “Hoje o prefeito Luiz Francisco Schmidt afirmou que até a próxima quarta-feira, dia 18, fará o pagamento do auxílio que está atrasado. Acreditamos que isso vai acontecer. Caso, o Município não cumpra com a palavra faremos greve a partir de sexta-feira, dia 20”, declara Vianei.

O que diz Schmidt

Em entrevista a reportagem do AtmosferaOnline o prefeito Luiz Francisco Schmidt  declarou que compreende a situação e que o objetivo é fazer o pagamento ainda na próxima semana. “Houve uma consulta formal ao Tribunal de  Contas, que ainda não respondeu, sobre se poderemos pagar ou não porque ha uma alegação de que a Lei possa ser inconstitucional em ano eleitoral e ser considerada como crime eleitoral. Então esses dois meses, com risco de ter que devolver os recurso,  serão pagos na próxima semana. Vamos tentar pagar até a próxima quarta-feira, 18.  Nós tivemos a análise tanto da procuradoria do município quanto da procuradoria do sindicato que não se atentaram a um único motivo, este ser um ano eleitoral. Em não sendo um ano eleitoral com tranquilidade a prefeitura vai pagar e temos o valor em caixa para tanto”, e enfatiza Schmidt.

Lei do auxílio transporte

Em janeiro desde ano, os vereadores aprovaram o Projeto de Lei do Executivo, trocando o atual sistema de vale-transporte, por auxílio-transporte, com os valores passando a ser pagos em espécie, na folha de pagamento de cada servidor. Só que após a aprovação do projeto, que é de autoria do próprio município, o Executivo alega que tal pagamento, não pode ser feito em ano eleitoral, pois pode ser considerada conduta vedada pela legislação. Por isso a Administração elaborou um novo Projeto que foi encaminhado para a Câmara de Vereadores. O objetivo é revogar a lei de janeiro, que estabelecia pagamento em dinheiro, e retornar ao sistema antigo, com cartão magnético.

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