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Política

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Sessão Especial marca as comemorações da Semana do Meio Ambiente

Sessão Especial que marcou a entrega do Certificado Ambiental Dr. Sérgio Benito Maccagnini para Wilmar Ziger, Vera Beatriz Sass (in memoriam) e a UERGS e SUTRAF pela responsabilidade com o nosso meio ambiente

Por: Assecom
Fotos: Divulgação
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Dentro das programações da Semana Municipal do Meio Ambiente, o Poder Legislativo realizou na noite desta segunda, 05, a Sessão Especial que marcou a entrega do Certificado Ambiental Dr. Sérgio Benito Maccagnini para Wilmar Ziger, Vera Beatriz Sass (in memoriam) e a UERGS e SUTRAF pela responsabilidade com o nosso meio ambiente. Como oradora da noite a vereadora Vânia Miola.

“Nas últimas décadas foram muitas as ações desenvolvidas para buscarmos amenizar a dor de nosso planeta, umas com resultados satisfatórios, outras nem tanto. Vivemos com dilemas, medos e incertezas de quanto tempo ainda estaremos respirando este ar, bebendo desta água e convivendo pacificamente entre os animais”.

 “Quantas dúvidas e perguntas que buscam respostas, mas elas vem, negativamente do céu, quando as chuvas alagam e destroem tudo pela frente, sem falar dos ventos mortais, da terra que treme, que desliza, que mata e destrói, dos mares que engolem o que existe a sua frente,  enfim, vemos o resultado daquilo que nós semeamos ao longo dos anos. Matamos a fauna e a flora em séculos, mas a cobrança da conta está vindo depressa demais para que possamos nos arrepender. E a conta é grande”.

 “Mas como nem tudo é ruim no que fizemos, também devemos ressaltar as boas ações pelo mundo, e aqui não é diferente. Desta forma, como acontece há vários anos, venho a esta Tribuna realizar a homenagem a homens e mulheres, associações, empresas ou cooperativas, grupos de escoteiros e outras tantas que fazem a sua parte para melhorar, um pouco, o mundo em que vivemos”.

 Wilmar Ziger

 Wilmar Ziger é natural do município de Centenário. Filho de agricultores, nasceu no dia 29 de janeiro de 1976 e, aos 19 anos de idade incorporou no Exército Brasileiro, permanecendo por sete anos, dando baixa no ano de 2002.

 Ao comparar Erechim com outros municípios, Wilmar destaca a organização e como um local excelente para morar e trabalhar, destacando o seu planejamento que pode ser aperfeiçoado pelos seus moradores como uma oportunidade de praticar a cidadania e a sua responsabilidade perante a mãe natureza.

 Quando foi morar na Rua Henrique Dias, a oportunidade se tornou real. No canteiro central da rua começou a plantar as primeiras árvores, aproveitando cascas de frutas e pó de erva mate para a adubação.

 Na mesma rua, entre o Hospital e o Parque Municipal Longines Malinowski na Avenida XV de Novembro seguiu plantando mais mudas nativas. Tempos depois passou a morar na Rua Carlos Kelhers e observou que o canteiro central possuía poucas árvores e estava sem cuidados.

 Nessa missão percebeu que não estava sozinho, pois a amiga Nádia Zanchett também se preocupava com a organização e a beleza da rua. Através da troca de ideias e a ajuda mútua a quadra começou a melhorar.

 Entre as melhorias, a limpeza de um barranco que é parte de um terreno particular, com a contratação de um tele-entulho para o recolhimento do lixo e o conserto da calçada do terreno, pois havia perigo das pessoas tropeçarem. Onde antes havia lixo, hoje existem árvores e flores plantadas.

 A limpeza de um terreno baldio que foi adaptado para abrigar uma cachorra com 12 filhotes, que foi abandonada no KM 10. Todos os filhotes foram adotados e as fêmeas castradas. Onde antes tinha lixo, hoje há árvores e grama. No passeio desse mesmo terreno foram instaladas dois bancos, um deles confeccionado com material reciclado.

 Com as inovações e a troca de informações, ocorreu a ideia de melhorar ainda mais o canteiro. Com a doação de cimento, aproveitamento de tijolos, pedras e areia de sobras da construção civil, o meio fio foi limpo, consertado e pintado.

 Atualmente está sendo estudada a instalação de uma lixeira ecológica com a finalidade de depositar o lixo reciclável e orgânico de três prédios em um só local, evitando lixeiras nas calçadas e facilitando o trabalho de recolhimento pelos servidores. Desde a sua infância até hoje, entre bromélias, suas hospedeiras, orquídeas e árvores nativas foram plantadas cerca de dez mil mudas.

 Vera Beatriz Saas

 Desde a época de sua infância, Vera teve duas grandes paixões: os livros e os animais. O gosto pela literatura a levaria a publicar em 1984, seu primeiro livro de poemas intitulado Metamorfoses, pela Editora Movimento de Porto Alegre e a cursar o Mestrado em Teoria da Literatura na PUC do Rio Grande do Sul.

O amor pela natureza a tornaria ecologista e protetora dos animais. Em sua vida, além da advocacia era Diretora da União Erechinense Protetora dos Animais, onde lutava pelas causas que visam a preservação da fauna e da flora, pois sempre acreditou que todos os seres vivos têm direito à vida e a um meio ambiente sadio e com tranquilidade.

Dessa visão nasceu o seu segundo livro, repetindo as características do primeiro, quando já se dizia que a natureza, uma constante em seus poemas, sempre aparece e moldura o modo de pensar e sentir a realidade circundante.

Vera nasceu em 10 de junho de 1952, na cidade de Getúlio Vargas, filha de Léo Stumpf e Rosita Stumpf, ainda jovem revelou seu talento para a poesia e amor pela natureza.

Era graduada em Direito pela Universidade de Passo Fundo e em Letras, com habilitação em língua e literatura portuguesa pelo Centro de Ensino Superior de Erechim em 1982. A paixão de Vera pela literatura a fez concluir o Mestrado em 1991 e o Doutorado, em 2003 pela PUC/RS na área de Teoria da Literatura.

Desenvolveu o acervo literário em homenagem ao escritor erechinense Gladstone Osório Mársico, situado junto a Biblioteca Municipal. Em 1991 lança a obra de literatura infanto juvenil “Gata Cigana”, pela Editora Edelbra.

 Como resultado de suas pesquisas acadêmicas, publicou as obras “Literatura e Ludismo” em 2007, pela Edifapes, e “O Satírico e o Picaresco em Gladstone Osório Mársico” em 1994 pelo Instituto Estadual do Livro e a Editora Movimento.

Em 2001 lança a obra Literatura e Criação: Contos de Oficina Leterária, pela Edifapes, a qual apresenta o resultado da produção de seus alunos nas aulas de Oficina Literária. Seu amor pela natureza a tornou uma ambientalista e pioneira na proteção de todas as formas de vida e, principalmente, dos animais.

Criou a primeira entidade de Proteção aos Animais de Erechim, o GAPA (Grupo de Amigos Protetores dos Animais) nos anos 70, que se transformou na União Erechinense Protetora dos Animais.

Pioneira na proteção aos animais, Vera e a UEPA combatiam com coragem e dedicação todas as formas de crueldade e maus tratos. Não só de cachorros, mas também com relação aos animais em circos, rinhadeiros, rodeios, prisão de pássaros silvestres, vaquejadas, caça, farra do boi. Sempre tinha em mente o pensamento “A civilização de um povo se avalia pela forma como ele trata os seus animais”.

A UEPA realizava e participava sempre de eventos de conscientização, como passeatas, feiras e encontros.

UERGS e SUTRAF com o Projeto “Gestão e Economia Doméstica: adoção de práticas sustentáveis para a melhoria da qualidade de vida no meio rural”

 O trabalho apresenta os resultados do projeto de extensão que teve como objetivo desenvolver oficinas de gestão e economia doméstica, a fim de demonstrar a importância da preservação ambiental e do controle de custos nas propriedades rurais familiares na região do Alto Uruguai.

O projeto foi desenvolvido pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul – Unidade de Erechim em parceria com o Sindicato Unificado dos Trabalhadores na Agricultura Familiar e foram desenvolvidas oficinas em 20 municípios da região entre os meses de agosto a dezembro de 2016, oportunidade em que foram ministrados ensinamentos sobre produção de produtos de higiene e limpeza, a partir do reaproveitamento dos insumos existentes nas propriedades rurais para 380 agricultores familiares.

Concomitante as oficinas, os agricultores familiares tiveram a oportunidade de conhecer os custos de produção dos produtos elaborados, o que permitiu a identificação das vantagens da produção doméstica de produtos de higiene e limpeza.

Com o desenvolvimento do projeto, estima-se que foi possível sensibilizar as famílias rurais para a utilização racional dos recursos naturais, das consequências da poluição causada pelo descarte inadequado de resíduos oleosos, sólidos e líquidos no meio ambiente, e sobre a importância do reaproveitamento de resíduos para a produção de novos produtos que possam ser usados no cotidiano familiar.

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