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Sucuri é mais do que lenda no Alto Uruguai. Foto registra exemplar trazido por empresário

Filhote de cobra com dois metros fugiu de local onde era mantida em Marcelino Ramos em 1974

Por: Da Redação em parceria com o portaldemarcelino.com.br
Fotos: Arquivo pessoal/portaldemarcelino.com.br
sucuri

A ocorrência de cobras sucuris no Rio Grande do Sul está presente no relato de muitas pessoas, e voltou a ser assunto neste início de 2018 depois da morte de um menino no Rio Teixeira, na divisa dos municípios de Sertão e Ipiranga do Sul. Familiares do menino garantem que ele foi atacado por uma cobra com cerca de 7 metros de comprimento quando tentava salvar o irmão que se afogava.

Esse não é o primeiro local do Estado onde pessoas afirmam ter visto cobras gigantes, mas é o primeiro caso em que uma sucuri poderia ter provocado a morte de uma pessoa. Dada a situação a Patram – Patrulha Ambiental está promovendo buscar no trecho do rio onde as pessoas dizem que a cobra foi vista.

O avistamento de sucuris no Rio Grande do Sul é mais comum do que se pensa, e há uma região aqui no Estado onde elas já são consideradas estabelecidas por biólogos.

E no Norte do Estado, além do caso desta semana, também há pessoas que garantem ter visto cobras gigantes também no Rio Uruguai.

Apesar de muitas dúvidas e poucas provas o fato é que há o registro de que ao menos uma cobra sucuri realmente já viveu na região, e o detalhe é que segundo a pessoa que a trouxe, ela fugiu do cativeiro.

Um grupo de pesquisadores tem estudado e registrado a presença da sucuri amarela na região de São Borja, na fronteira com a Argentina, e acredita que a espécie já tenha se estabelecido naquela região Estado.

Na região de São Borja a captura de sucuris, com tamanhos a partir de 2 metros e meio é relativamente comum há quase 10 anos. Tão comuns que quando capturadas são devolvidas à natureza. Os pesquisadores que tem acompanhado os casos frequentes de sucuris em São Borja confirmaram entre 2010 e 2013 a presença de pelo menos oito exemplares da espécie. Também há relatos de cobras de grande porte em São Luiz Gonzaga, no Rio Piratini. Em 2009 uma sucuri de 6 metros foi encontrada em uma fazenda em São Gabriel, ela havia engolido uma capivara, e ficou com movimentos restritos, o que tornou o animal uma espécie de ponto turístico durante quase um mês.

O biólogo Guilherme Santos, de São Borja, diz que esta espécie de cobra, aparentemente já está adaptada e se reproduzindo na região e fazendo parte da fauna do Estado do Rio Grande do Sul. Ele ressalta que, com isso, os exemplares capturados não mais serão retirados do seu habitat natural. O biólogo informou ainda que está sendo elaborado documento por pesquisadores de São Borja, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Porto Alegre e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) que, após ser publicado na revista científica Check List (Journal of Species Lists and Distribution), o município gaúcho passará a constar oficialmente como local onde há ocorrência da sucuri amarela.

Desde 2014 ocorrem relatos de sucuris na Bacia do Rio Turvo, na fronteira Oeste do RS, em Tenente Portela e Três Passos. Inclusive em março de 2015 cinco pessoas dizem ter visto uma cobra gigante em Três Passos, e esse caso foi inclusive registrado em vídeo. Nessa região, porém no lado argentino do Rio Uruguai, uma sucuri foi fotografada depois de engolir um bezerro. A cobra vivia em um afluente do Rio Uruguai. Também há casos de relatos de cobras enormes tanto no Rio Uruguai, na região de Porto Mauá, como no rio Santo Cristo, que desemboca no Rio Uruguai.

Mais próximos aqui da região pessoas afirmam ter visto cobras sucuris. Em julho de 2015, um pescador garante ter visto uma cobra enorme na barragem de Ernestina, próximo a Passo Fundo.
Porém o fato mais curioso é que na região de Erechim, mais precisamente em Marcelino Ramos, já viveu, ou ainda possa estar vivendo, uma sucuri. O espécime foi trazido do Mato Grosso, e quando ainda era jovem, medindo cerca de 2 metros de comprimento fugiu do cativeiro. A história foi confirmada pela pessoa que manteve a cobra, e inclusive há registros fotográficos do animal.

Em 2015 após relatos de que uma cobra gigante foi vista nas águas do Rio Uruguai, o Portal de Marcelino (www.portaldemarcelino.com.br) conversou com Valdemar dos Santos, empresário marcelinense proprietário da balsa que faz a travessia no rio Uruguai em Marcelino Ramos, que confirmou a história e contou que na década de 70 criava uma sucuri. O filhote da serpente, considerada a maior do mundo e que pode passar dos 10 metros de comprimento, foi comprado em Ilha Grande, na divida do Paraná com o Mato Grosso.

CONFIRA ENTREVISTA COM VALDEMAR DOS SANTOS, AO PORTALDEMARCELINO.COM.BR 

Valdemar contou que quando a Sucuri foi comprada ela media 2 metros e pesava cerca e 10 quilos com um diâmetro avantajado que impressionava os marcelinenses. Na foto ela aparece enrolada no pescoço de Neri dos Santos, filho do balseiro. Ele diz que criava a sucuri num viveiro cercado de tela junto com uma jibóia que acabou morrendo. Ela era alimentada com peixes e ratos e era o foco das atenções no viveiro especial que ficava numa casa localizada próximo ao antigo posto fiscal de Marcelino Ramos.  Depois de 8 meses, numa determinada manhã, o empresário quando chegou ao viveiro foi surpreendido com um enorme buraco na tela. A sucuri havia fugido para o rio Uruguai, expandindo um dos gomos da tela.

Mas o fato que mais chama atenção é que muitos acreditam que a sucuri vista nas águas do Rio Uruguai em 2015 seria aquela que fugiu. Ao longo dos últimos anos surgiram comentários de que uma serpente de grande porte teria sido vista no estreito e também em Rancho Grande por pescadores e agricultores.  O relato mais impressionante é de um balseiro de Marcelino Ramos, que em companhia de outras pessoas que se preparavam para fazer a travessia, avistaram uma cobra gigante que poderia ser a mesma que pertencia ao empresário Valdemar dos Santos.

O fato teria sido registrado no ano passado no porto da balsa em Marcelino. Gilmar Jaróz, responsável por pilotar a lancha da balsa, se preparava para manobrar a embarcação quando homens que estavam num caminhão de uma ervateira de Gaurama começaram gritar que tinha algo estranho na água, muito próximo da balsa. O grupo de pessoas visualizou a sucuri em três partes na água, sendo que a cabeça estava de fora quase da altura da balsa. Em poucos segundos ela desapareceu. As testemunhas relataram ao empresário Valdemar dos Santos que ela media cerca de 10 metros e tinha um diâmetro da mesma proporção do corpo de uma capivara. Valdemar dos Santos acredita que a cobra seja a mesma que fugiu há mais de 30 anos.

Também há relatos que no lado catarinense do Rio Uruguai uma cobra gigante foi vista em várias ocasiões no Rio Jacutinga, em Concórdia. O rio é um dos afluentes do lago da Usina Hidrelétrica de Itá, o mesmo de Marcelino Ramos.

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