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TAPIOCA: mocinha ou vilã ?

Veja o que diz a Nutricionista Angela Dorigoni.

Por: Drª Angela Dorigoni
tapioca

Rica em carboidratos, a tapioca não tem glúten, sódio e não leva gordura nem no preparo. Por outro lado, é pobre em fibras, proteínas e é um alimento de alto índice glicêmico (115).

O índice glicêmico é um fator que diferencia os carboidratos, pois cada tipo “entra” na corrente sanguínea com diferentes velocidades. Um alimento com baixo índice glicêmico, como a batata doce, tem liberação lenta, com poucas alterações glicêmicas. Já um alimento com alto índice glicêmico, como a tapioca, tem liberação rápida e provoca uma hiperglicemia. Dependendo da quantidade de alimentos de alto índice glicêmico que comemos, pode ocorrer uma hipoglicemia de rebote. Um dos principais sintomas da hipoglicemia é justamente a falta de energia, ou seja, tudo o que um praticante de atividade física não deseja durante o exercício. Em resumo, o índice glicêmico é um indicador para sabermos quais os alimentos devemos comer para evitar o sobe e desce abrupto da glicemia.

Para controlar a carga glicêmica de uma refeição com tapioca, a dica é rechear a massa com proteínas (frango, claras de ovos, atum, queijo branco) e um pouco de fibras. Do ponto de vista da nutrição esportiva, os melhores horários para comer tapioca são no café da manhã, no pré-treino (entre 1 e 2 horas antes) e no pós treino (até 1 hora após).

Para quem faz atividades físicas moderadas e quer perder gordura corporal, eu recomendaria a ingestão de alimentos fonte de carboidratos com baixo IG, como a batata doce ou a aveia, por exemplo, ao invés da tapioca. Se o objetivo é melhora da performance e/ou ganho de massa muscular a dieta pode ser mais rica em carboidratos.

Neste caso, a tapioca acaba sendo uma boa alternativa para variar o cardápio. De um modo geral, a tapioca é, sim, uma boa alternativa para substituir o pão branco, por ter rápida digestibilidade, menos calorias e nada de sódio. A

gora, quem troca o pão pela tapioca, pensando apenas na quantidade de calorias, pode cometer o mesmo erro de quem tira o glúten da dieta e passa a comer alimentos sem fibras.

Sugiro, então, que ela seja substituída por uma CREPIOCA, preparada com ovos e recheios “magros”. Fácil de preparar e deliciosamente mais saudável.

 

angela dorigoni

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