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Política

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Tortelli sugere grupo de trabalho em três comissões sobre legislação de transporte de cargas vivas

Necessidade foi verificada durante audiência pública, quando tratada da necessidade do Estado regular as condições em que animais vivos são transportados

Por: Da Redação
Fotos: Divulgação
tortelli audiencia

O presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, deputado Altemir Tortelli, propôs a constituição de um grupo de trabalho no âmbito de três comissões permanentes da Assembleia Legislativa – Saúde e Meio Ambiente, Agricultura, Pecuária e Cooperativismo e Economia e Desenvolvimento Sustentável- para discutir uma proposta de legislação para o transporte de cargas vivas no Rio Grande do Sul.

A sugestão foi apresentada ao final de uma audiência pública para tratar do transporte de cargas vivas na área urbana e de expansão urbana do município de Rio Grande. A reunião aconteceu no Memorial do Legislativo (antigo prédio da Assembleia), por proposição da deputada Regina Becker Fortunati, na noite desta segunda-feira (09). A ideia da parlamentar é apresentar um projeto de lei à Assembleia para regular as condições em que animais vivos são transportados.

As discussões convergiram para um debate sobre o transporte de gado vivo em navios, com manifestações dos contrários a esta prática e dos que defendem esta forma de exportação. O plenário Bento Gonçalves ficou completamente lotado tendo, de um lado, representantes de entidades de defesa animal e, do outro, pessoas ligadas aos segmentos da carne e produção rural no Rio Grande do Sul.

Não há consensos nem mesmo na cadeia produtiva da carne. Os frigoríficos apontam prejuízos ao setor em decorrência do aumento das exportações de gado vivo para países árabes. Os pecuaristas rebatem argumentando que buscam melhores preços. E os ativistas defendem que os danos e a dor dos animais sejam minimizados.

O deputado Altemir Tortelli observou a ausência do governo estadual no debate – nenhum representante do Executivo se fez presente. Na opinião do presidente da Comissão de Saúde, os conflitos e desequilíbrios provocados pelas exportações são reflexo da falta de mediação e de políticas de desenvolvimento. Ele alertou que o processo pode levar, por exemplo, à falência do setor dos frigoríficos num momento em que as exportações são vantajosas, o que poderia ser lamentado em um cenário de valorização do mercado interno.

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