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Segurança

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Transferência de detentos do Presídio de Erechim deve iniciar nos próximos dias

Decisão judicial determinou interdição parcial da penitenciária

Por: Leandro Vesoloski
Fotos: Arquivo Atmosfera
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Após decisão da justiça que determinou a interdição parcial do presídio estadual de Erechim a Superintendência dos Serviços Penitenciários – Susepe estuda como será realizada a transferência dos detentos que ocupam a galeria A da casa prisional. No local estão presos 213 detentos que necessitarão ser retirados do local devido a riscos relacionados a segurança dos mesmos, de visitantes e de agentes prisionais.

Com a decisão a Susepe e o Governo do Estado precisam apresentar no máximo em 5 dias, um laudo técnico e cronograma de recuperação ou reconstrução da área afetada.

A decisão da magistrada Lisiane Marques Pires Sasso ainda determinou que a Susepe e o Governo apresentem plano de retorno dos apenados que eventualmente vierem a ser removidos para outras Casas Prisionais.

De acordo com o Promotor de Justiça, Gustavo Burgos, 61 detentos poderiam ser alocados em outras galerias no próprio presídio e os demais 152 precisariam ser transferidos para outras penitenciárias.

Segundo a assessoria de comunicação, a Susepe irá cumprir a decisão do judiciário e posteriormente verificará os apontamentos.

Em relação as obras de manutenção necessárias para a normalidade do presídio de Erechim a Susepe informou que o edital já se encontra aberto para a contratação da empresa que fará a reconstrução da parede que desabou no início do ano.

O Presídio de Erechim vem sofrendo interdições devido a precariedade de sua condição estrutural desde março de 2017 quando em razão da superlotação carcerária, que não tornava possível o cumprimento das penas do regime aberto e semiaberto em condições adequadas. Em abril de 2018 o alojamento onde permaneciam os presos do regime semiaberto foi interditado depois de um incêndio e, desde então, não foi mais utilizado.

Já no início de janeiro deste ano uma parede interna que sustentava as telas de proteção da casa prisional desabou durante a madrugada. Desde então os banhos de sol ficaram limitados e as visitas foram reduzidas. A Brigada Militar, que possui defasagem histórica em seu efetivo precisou reforçar o policiamento no local a fim de evitar fugas e arremessos.

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