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Transplantes de rins ainda não suprem demanda em Erechim

No Brasil mais de 23 mil pessoas aguardam por um transplante de rim. Números que  surpreendem e confirmam que a doação de rins ainda é muito baixa no Brasil. Realidade também do Rio Grande do Sul, onde 998 pessoas aguaram por um órgão. Erechim contabiliza 25 pacientes em processo de hemodiálise.

Segundo dados do Sistema Nacional de Transplantes a lista de espera deste órgão no Brasil chegou a  mais de 23 mil pessoas em fevereiro de 2019. Pacientes que precisam de um transplante têm duas opções: contar com um órgão de um doador vivo ou falecido que neste caso são as doações que mais acontecem. O processo tem tempo variável, pois tudo depende da compatibilidade. A psicologa responsável pelo assunto, Luana Fontanella, esclarece que a necessidade de órgãos ainda é muito maior que as doações. “Temos ainda muita dificuldade em conseguir órgãos. Nossa demanda é grande, apenas 10% dos pacientes em hemodialise estão aptos a serem transplantados. Só que as vezes esse público nem consegue ser atingido, o que preocupa ainda mais”, pontua.  E pasmem, o Brasil é o segundo país que mais transplanta rim no mundo, porém tem apenas 16 doadores por milhão de habitantes, enquanto a Espanha, por exemplo, soma 46 doadores a cada mil pessoas.

Das 25 pessoas que diariamente passam pelo setor de Hemodiálise do Hospital Santa Terezinha de Erechim, 15 estão aptas para o transplante. Dez ainda em processo de avaliação e exames. Nos quatro primeiros meses de 2019, foram efetivados até agora em Erechim, dois transplantes de rim.