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Agronegócio

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Umidade adequada no solo favorece desenvolvimento do trigo

A redução do potencial produtivo dos cultivos pode auxiliar na qualidade dos grãos

Por: Estado RS
trigo (21)

Chuva alternada com dias ensolarados e temperaturas amenas durante a tarde nas últimas semanas beneficiaram o desenvolvimento do trigo, principalmente pela presença de adequada umidade no solo, o que permitiu a absorção de nutrientes. A avaliação está no mais recente Informativo Conjuntural, produzido pela Gerência de Planejamento da Emater/RS-Ascar – conveniada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr).

Conforme o levantamento, divulgado na quinta-feira (17/9), a cultura apresenta 3% das lavouras em fase de maturação; 43% em enchimento de grãos; 36% em floração e 18% em germinação.

Na regional de Santa Rosa, 8% das lavouras de canola já se encontram colhidas. A produtividade média é de 1.208 quilos por hectare. O rendimento menor decorre das geadas de agosto que diminuíram de forma significativa a quantidade de síliquas na parte superior das plantas.

Os danos das geadas nas regionais da Emater/RS-Ascar de Ijuí, Santa Maria, Frederico Westphalen e Soledade apresentam comportamento distintos nas lavouras de aveia branca. Na de Ijuí, há grande variabilidade de potencial produtivo: 20% das lavouras da região com danos acentuados não apresentam viabilidade econômica, restando aos produtores utilizar parte para fenação e demais áreas como cobertura do solo.

Há agricultores armazenando o produto nas propriedades para utilizar como alimento para animais e semente na próxima safra. Nas lavouras pouco afetadas pelas geadas, o desenvolvimento é excelente e elevado o potencial produtivo.

As lavouras de cevada da regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí apresentam grande desuniformidade em função de danos provocados pelas geadas, do nível de tecnologia adotada e também das condições físico-químicas do solo.

A redução do potencial produtivo dos cultivos pode auxiliar na qualidade dos grãos


, uma vez que as plantas têm menor número de espiguetas e, consequentemente, menor número de grãos, circunstância na qual toda a energia produzida pelas plantas passa a ser canalizada para a formação dos mesmos.

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