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Unicred promove café da manhã de negócios

Economista Jeferson Lemos abordou possíveis cenários de recuperação da economia brasileira, orientando tomadores de crédito e aplicadores

Por: Da Redação
Fotos: Divulgação
Foto 2 - Diretora-geral Vania Bez Balestrin observou a importância da informação para a realização de bons negócios

A Unicred Erechim promoveu café da manhã de negócios com empresários, que contou com a presença do economista Jeferson Lemos, que atua na Unicred Central RS, em Porto Alegre, e palestrou sobre o tema “Xadrez Eleitoral 2018: quem sofrerá o xeque-mate?”. A iniciativa da área de negócios, teve como objetivo principal fortalecer o relacionamento com o cooperado Pessoa Jurídica.

O evento realizado na manhã do dia 4 de setembro foi aberto pelo presidente, o médico Antônio Gabriel Teixeira, que deu as boas-vindas pontuando que a Unicred Erechim vive um novo ciclo, visando também à excelência dos serviços prestados às empresas. A diretora-geral, Vânia Bez Balestrin, reforçou a importância da educação, por meio da informação e da formação. Enfatizou, ainda, a franca expansão da cooperativa que nos próximos meses inaugura duas novas agências na cidade, momento oportuno ao novo posicionamento da marca Unicred, focando a prosperidade, onde todos podem ganhar.

Formado em Ciências Econômicas pela PUC e com mais de 16 anos de experiência no mercado, Lemos abordou os possíveis cenários de recuperação da economia brasileira, orientando tomadores de crédito e aplicadores. “A nossa visão é a de mercado, partindo do pressuposto de que é ele que faz as coisas acontecerem e a engrenagem girar. Avaliando como o mercado enxerga cada cenário e qual a percepção dele acerca de certos indicadores, é possível sinalizar os rumos da economia que para o restante deste ano de 2018 deve se desdobrar por conta própria uma vez que a agenda de reformas fiscais para o exercício não foi implementada. Até o final de outubro, com a probabilidade de um segundo turno das eleições gerais, o mercado inteiro, principalmente os segmentos produtivos, vão permanecer em compasso de espera para aguardar o vencedor do pleito, e a partir disso estudar a política econômica que possa ser implementada e então se posicionar para 2019, avaliar as possibilidades e definir o que vai acontecer”, observou.

Quanto a 2019, o economista ressaltou a necessidade de restaurar a confiança do mercado e do investidor estrangeiro para que a estabilidade e a sustentação da economia ao longo do mandato ganhem força. “Todavia, independente do candidato que vença o pleito, existe um consenso de que as reformas precisam ser implementadas”, assinala.

Conforme Lemos, dependendo do partido que vencer as eleições, a economia pode ter um viés mais estimulativo com redução da Selic, e, num médio prazo, um pouco mais de inflação, o que pode exigir retorno desta taxa a patamares elevados. “Se for um governo mais comprometido com a estabilidade macroeconômica, podemos ter Selic estável ou aumentando já no início do próximo mandato. Logo de cara veremos o compromisso com os fundamentos da economia, talvez até a retomada do antigo tripé – câmbio flutuante, inflação controlada e estabilidade orçamentária e inflacionada”, ponderou.

            Considerando os interesses do cooperado Unicred, o economista referiu que a tendência é que a Selic volte a subir, em razão da mesma ter ficado estagnada por um tempo. “Sabemos que hoje tem um efeito inercial e uma defasagem na política monetária, ou seja, qualquer decisão demora cerca de seis meses até se disseminar pela economia de forma abrangente e gerar seu efeito. Por isso é possível que a partir de meados de 2019, o Copom resolva aumentar a Selic, aí, neste caso, para o cooperado que tem ou pretende fomentar crédito, o momento mais adequado é agora, embora a Selic comece a subir é mais oportuno pagar juros maiores de forma gradual, do que de forma cheia. Se esperar um pouco mais para investir e pegar Selic mais perto do seu possível topo, o desembolso será maior para saldar os compromissos. Para os endividados, o ideal seria aproveitar os juros baixos para resolver a situação”, opina.

Quanto aos aplicadores, Lemos assinala que eles já convivem com uma realidade de rendimentos nominais mais baixos. “A tendência é que com a alta da Selic, melhorem os ganhos na renda fixa, compensando um pouco o efeito de perda recente, com a queda da Selic de 14,25% para os atuais 6,5%. Quem migrou para fundos mais arriscados pode garantir rendimentos muito semelhantes aos que tinha na renda fixa com a Selic mais alta, porém com risco de perda patrimonial. O conselho, neste momento, é avaliar se aquela aplicação ainda mantém um custo-benefício atrativo, porque na renda fixa tem segurança, estabilidade e, consequentemente, elevação do seu rendimento”, orienta.

O empresário Gilmar Cavaletti avalizou o evento. “A palestra com dados importantes só reforçou minhas convicções. O economista foi muito seguro e feliz nas suas colocações. Parabéns à Unicred pela iniciativa”, declarou.

Conforme o empresário Lasie Biolo, o evento foi muito oportuno. “Gostei muito da abordagem técnica e conjuntural. Bem propícia para o momento, com análise não apenas econômica da realidade, mas das tendências do mercado em relação às eleições. Foi muito bacana e bem produtivo”, disse.

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